quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

#Crônica08 - A Barata da Vizinha


Deus criou o mundo inteiro, mas deixou o pior animal pro Capeta inventar. Tanta coisinha bonita que Nosso Senhor pôs na Terra... Podia pelo menos ter colocado essa sem asas e bem menor que o de costume. Mas não. Ele, cansado, deixou faltar o pior dos bichos. E, desde criança, até hoje eu penso: BARATA NÃO É CRIAÇÃO DE DEUS!
Dia desses estava lendo sobre elas. Vi que resistiram até a bombas nucleares, à extinção dos dinossauros e muitas outras catástrofes. E MIB – Homens de Preto? Quem assistiu aquele filme e já tinha nojo de barata, ficou com mais repulsa ainda, tenho certeza. Pelo menos eu fiquei. Claro, um alienígena barata, do planeta barata, possuindo o corpo de um homem ─ cuja a interpretação impecável só me deixou com mais nojo ainda. Credo!
Sempre levei comigo: aquilo de que mais sentimos medo é o que mais queremos conhecer. Ainda bem que com essas coisas eu só sinto nojo mesmo. Já pensou, ter medo de barata, ser magicamente reduzido ao tamanho de uma e passar a conviver, dias e dias, numa comunidade de cascudas, peludas e voadoras donas Baratinhas? Sinta nojo, apenas. Você não quer traumas como esse, garanto.
Uma vez, minha vizinha, a daqui de baixo, falou, em uma de nossas conversas com os outros vizinhos ─ todo mundo do prédio é amigo ─, que tinha aparecido uma barata “ENOOORME”, segundo ela. “Liguei pro meu namorado, coitado, veio pra cá correndo, dez horas da noite, e não encontrou a danada”, ela dizia. “Ele dormiu aqui duas noites e ela nem sinal de vida ─ ou de morte, o que seria mais tranquilizador.” Claro que todos nós rimos, mas fiquei apreensivo. Naquela noite, todos contamos nossas experiências com essas coisas escrotas e eu quase não preguei o olho.
Na semana seguinte, olha que ironia: Karla, a vizinha daqui de baixo, que teria ligado para o namorado dez horas da noite dizendo que havia um “monstro” em sua cozinha e que ela não ia conseguir dormir enquanto esse “monstro” estivesse lá, me chamou no WhatsApp às 23h55’, dizendo haver mais um monstro, dessa vez no quarto dela, e que ela estava desesperada.
“Vou me vestir e chego já aí”, respondi.
Me vesti, desci as escadas e me deparei com uma Karla de camisola, no corredor, com uma lata de Raid na mão, assanhados cabelos negros e uma antipatia nada comum no rosto.
“Ela tá de baixo do guarda roupa”, ela recomendou, e me deu a lata de veneno. Entrei, me abaixei e dei uma batidinhas na madeira. A infeliz saiu correndo pela lateral e eu vi que nem um jogador de futebol correndo atrás de uma bola viva.
Foi pra baixo da cômoda e saiu perto da porta do banheiro. Nisso, a Karla já estava olhando por cima do meu ombro. Swiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiissh! “Toma veneno, desgraçada!!!”
Juro. Só sosseguei quando aquela coisa horrorosa já não se debatia mais, boiando na poça de pesticida e a lata de Raid estava quase vazia.
“Meu herói!”, Karla me abraçou. “Agora vou ter que dar um jeito naquele ralo que tem de baixo da pia, senão nunca mais nem durmo nem deixo ninguém dormir!” E a gente riu.
“E se não aparecerem só aqui?”, perguntei, apreensivo.
“Então a gente vai ter que dar um banho de inseticida no prédio todo, amigo.”

Pra você ver: uma coisinha tão insignificante e tão forte como a barata, que sobrevive a tanta coisa, e os cientistas inventaram algo bem mais eficaz do que 500 chineladas: uma latinha com vários mililitros de bombas nucleares.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

#review14 - "Mensageiros da Morte", de Marcos de Sousa

Um livro e suas mensagens



Sinopse - O Chefe, dono da maior empresa de armamentos do mundo, passando por dificuldades financeiras, percebe que uma guerra em nível mundial é tudo que ele necessita para que seu império se recupere. Com a maestria de um especialista, aguça a ganância e o ódio nas pessoas certas, preparando terreno para um grande confronto armado.
Com uma rede de intrigas e compra de favores entre os altos escalões dos principais governos do mundo, o Chefe age como um fantasma, derrubando mitos, espalhando terror e derramando sangue inocente a cada passo dado.

Porém, em toda grande teia, sempre há um traidor. Será que alguém terá coragem de desafiar um dos homens mais poderosos do mundo? Quantas peças desse quebra-cabeça terão de ser arrancadas para evitar o pior?
Em um livro repleto de mortes e sangue, Marcos de Sousa apresenta o melhor e o pior de cada pessoa. O amor e o ódio se entrelaçam, formando uma corrente indestrutível.
O fim do mundo como conhecemos se aproxima e só uma questão é essencial: quantas almas você é capaz de ceifar por ganância?



Quando você lê um livro que retrata uma realidade muito provável e próxima, percebe que aquilo pode mesmo acontecer, e acaba tendo até um pouco de medo de ler. Mas carrego comigo a frase: ao passo que você sente medo daquilo, sente, também, vontade de conhecê-lo. Isso se aplica totalmente a Mensageiros da Morte, do autor carioca Marcos de Sousa.
O livro, lançado este ano (2015) pela editora APED, começa com várias histórias em seus capítulos curtos, que se interligam mais à frente em uma guerra de nível mundial, da qual participa um grupo de soldados brasileiros selecionados para operações especiais na Síria, denominado “Mensageiros da Morte”.
Dois dos membros desse grupo são protagonistas: Thiago e Enzo. Filho de um empresário muito bem sucedido no ramo petrolífero, Thiago era um rapaz rebelde e que adorava ser um daqueles caras corruptos que escapa de emboscadas com cheques gordos. Fora enviado ao exército pelo pai, convencido pelo sócio, Antenor, de que o rapaz precisava de disciplina para comandar os negócios da família com mais responsabilidade. Já Enzo era um policial militar, afastado do cargo após perder um amigo e companheiro de profissão numa operação em uma favela do Rio de Janeiro. Depois de se encontrarem no Mensageiros da Morte e participarem de vários ataques juntos, os dois se tornam grandes amigos.
Nos Estados Unidos, James Fillmore — dono da empresa de armamentos que, no começo do livro, fecha um contrato com a empresa de petróleo do pai de Thiago, Cláudio Ferris —, disputa a presidência com o atual presidente, Willian Tyler, usando uma estratégia nada pacífica. E, em poucas páginas, o leitor descobrirá que este candidato a governar uma das maiores potências mundiais não tem nada de bom a oferecer.

O maior susto que eu levei foi como o livro se enquadra aos últimos acontecimentos — os atentados em Paris e vários outros que o antecederam pelo mundo desde o início do ano —, principalmente pelo fato de o livro falar do passado 2014 e do futuro 2016, do qual não sabemos o que aguardar. Também pelo fato de o Brasil estar envolvido diretamente nisso, contribuindo com petróleo e exército para a guerra, e por ser alvo de alguns terroristas.
É um livro fino, de 168 páginas, trabalhado com muito cuidado tanto da editora como do autor, mas com uma história impressionante e que vale a pena ser lida. Eu, como sempre, com aquele probleminha de leitura lenta, passei mais de um mês para finalizar. Mas tudo tem uma justificativa, e a minha é de que as provas finais da faculdade tomaram qualquer oportunidade que tive de ler o livro mais rápido.
Se eu pudesse, marcaria, no Skoob, como lido e quero ler, porque, daqui a algum tempo, com certeza o lerei novamente. Além do mais, Mensageiros da Morte pode passar duas mensagens: a de que o mundo deve acordar para a realidade e desistir das guerras que tanto insiste em viver; ou a de que esta é uma simples inspiração para o que pode acontecer em um futuro que está a poucos dias de distância. Mas, bom, isso sempre dependerá da interpretação de quem o ler.
P. S.: o livro ainda tem continuação, viu? Então, tipo… Marcos, já pode lançar, tá? (Risos)


Autor - Marcos de Sousa é formado em Letras (literatura e língua vernácula). Atualmente, cursa pós-graduação em Leitura e Produção de Texto. Reside e leciona no município do Rio de Janeiro (RJ). É autor do livro Coração de Vidro, além de fazer parte das antologias de contos E se só me restasse um dia e Socorro, minha vida é uma comédia, lançadas pela Editora Aped. Mensageiros da Morte, primeiro livro de uma série, é o seu romance de estreia.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

#Crônica08 - Carta de um cafageste arrependido ao Papai Noel


Bom Velhinho,
Eu bem sei que nunca fui um bom rapaz. Bom, pelo menos não com relacionamentos. Mas é aquela velha história do “não estou tão preparado para assumir algo tão sério agora”.
Esse ano eu queria mudar, sabe, Noel? Não é algo que só uma promessa de Ano Novo resolva. E queria te pedir que fizesse um esforcinho, coisa boba, pra atender esse pedido de um velho amigo seu. No ano que vem, só preciso de alguém, uma única pessoa, que me faça sofrer como se eu fosse um condenado por todos os infernos existentes a ser torturado por uma paixão enganosa, algo que não me possa corresponder. Dá pra ser?
O senhor lembra quando eu pedia carrinhos, bolas e bonecos assassinos? Então. Acho que é quase o mesmo esforço, sabe? Só preciso de alguém que me fira, mas me fira muito, pra ver se eu aprendo logo a lição de vez.
Desisto de procurar alguém pra namorar ou simplesmente ficar. Eu sempre machuco todo mundo. Tem uma hora que a consciência pesa tanto que carregá-la cansa. Mudar não é só questão de iniciativa. A gente sempre precisa de alguém que ajude na adaptação.
Eu sei. Sei que o senhor só atende aos pedidos dos meninos bonzinhos. Sei que não é sua obrigação ouvir os lamentos de um louco que quer se apaixonar de verdade, que cansou de iludir, de matar sentimentos alheios sem cabimento algum. Mas o que custa? Errar é humano, beleza. Permanecer no erro me fez deixar de ser humano por muito tempo. Acho que o arrependimento, acompanhado da aceitação da punição, já vale como pagamento por tudo isso. Não? Tá bem. Vamos lá.
Papai Noel, acho que não é mais tão cedo para assumir algo sério de verdade. E, sinceramente, prefiro passar a sofrer de hoje em diante do que continuar sendo um fardo de lembranças ruins para alguém.
De seu velho amigo,
Cafajeste (arrependido).

sábado, 12 de dezembro de 2015

#SemanaPoetiza01 - Semana Poetiza e os rabiscos de um menino

Semana passada foi inteiramente dedicada a um novo projeto do blog, a Semana Poetiza. Explicando: durante 5 dias, postamos poemas nas nossas redes sociais (Facebook, Instagram e Twitter) de autores do nosso acervo, de modo a favorecer tanto nós como eles. Não é uma única semana no ano; toda semana, de segunda a sexta, será dedicada a um livro de um autor de poesia diferente. As postagens da tag são distribuídas entre as postagens diárias dos nossos perfis. E o livro que escolhemos, Fica Mais Fácil Chegar Ao Céu Sendo Uma Criança (2014), do Alexandre Reis, encantou os leitores durante os cinco dias da primeira execução do projeto.
Os versos coloridos do escritor, que trazem mensagens divertidas, carinhosas, românticas e, sobretudo, reflexivas, encantam o leitor de maneira delicada. E esse é um dos principais objetivos do projeto.
A cada semana, homenagear um poeta diferente mostra o que há de melhor em cada um, de modo que os leitores conheçam um pouco mais aqueles que fazem a nova e a antiga poesias. O autor também se sente privilegiado quando seu trabalho é reconhecido e divulgado dessa forma, pois só quem escreve sabe o quão gratificante é saber que sua obra está sendo valorizada por outros públicos.
Vamos começar com autores cearenses, que estão mais próximos a nós e que, em muitos casos, não têm o mesmo reconhecimento que autores de outros estados. Mas, em breve, mostraremos poesia de outros lugares, formas e sentimentos. Todos os dias, durante toda a semana, todas as semanas, você tem um pedaço de vida nas redes sociais do nosso blog. E, ao final de cada obra, haverá um resenha esperando no sábado à noite. Basta nos seguir nas redes sociais. Estaremos sempre lá!

Não viu as fotos dessa semana? Aqui estão elas!








sábado, 28 de novembro de 2015

"Beije Minha Bunda", de Clayton De La Vie, em pré-venda!

Genteee, o Clayton De La Vie, nosso autor parceiro, mandou avisar que o novo livro dele, “Beije Minha Bunda – Perfil de Um Assassino”, já está disponível em pré-venda pelo site da Editora Percurso! Quem comprar até 5/12, pagará apenas R$18,00, terá frete grátis e ainda vai ganhar uma camiseta personalizada de brinde!
Tá esperando o que? CORRE!!!


Sinopse: Nossas palavras, nossas ações e nosso modo de agir podem influenciar muito mais do que imaginamos. Crescendo em meio a brigas e humilhações provocadas por seu pai alcoólatra, Pietro tornou-se um adulto complexado, um assassino sádico que acredita fazer um bem enorme à humanidade ao subjugar vidas. O homem não poupa esforços em suas torturas e, praticamente compulsivo de sodomia, aproveita cada oportunidade para abusar sexualmente das vítimas. Na década de setenta, quando a polícia não possuía tantos recursos, até que ponto uma matança desmedida podia se estender?
“Breve, porém surpreendente. Este é o tipo de livro que merece um lugar na sua estante e na sua memória, pois trata-se, além de uma trama eletrizante, de um ensinamento importante: o que você faz se reflete em um futuro próximo. E esse foi o futuro de Pietro.” – Alexandre de Almeida (autor de Magos da Música)


Autor: Clayton De La Vie nasceu em agosto de 1994, em Franco da Rocha (SP), e começou a escrever muito cedo. Atualmente, com vinte e um anos, tem, entre novelas, contos e novelatas, quatorze obras publicadas. Dentre elas, destaca-se A Mordida do Vampiro, romance sobrenatural que assina como Laerte Verrier, e Seres do Além, uma saga de fantasia que, escrita há dez anos, é hoje a sua maior realização. Amante de boa música, se delicia ao som do bom, velho e fedorento Rock 'N' Roll. Em suas palavras, não há prazer maior do que a literatura. As letras, presas em folhas de papel, são mais libertadoras do que se pode imaginar.

Parceiro novo!


Faz tempo que eu não anuncio parceria, não é? Pois hoje temos um novo parceiro no nosso amado blog! É o Fernando Risch, de Bagé – RS, que conheci através do Facebook. O livro, O Homem e seus demônios, lançado esse ano pela editora Multifoco, está disponível na sua loja online, onde você também encontra canecas com artes do livro. O autor disponibilizou o livro pra mim no Kindle, e é mais um que vai entrar para a lista de 2016. Quer conhecer mais do trabalho dele? Então aqui vai!


Autor: Fernando Risch Garcia nasceu em Bagé, Rio Grande do Sul, em 1989, onde reside até hoje. É formado em jornalismo pela Universidade da Região da Campanha e em Marketing, pelo Instituto de Desenvolvimento Educacional do Alto-Uruguai.
Sua atividade na escrita começou ainda na faculdade de jornalismo, onde mantinha um blog de crônicas, hoje extinto. O gosto pela escrita foi se desenvolvendo no passar dos anos e em 2012 começou a escrever seu primeiro romance, inacabado e abandonado.
Em 2014 escreveu ''O Homem e Seus Demônios'' e ''Hotel California'', o primeiro publicado em julho de 2015, e o segundo com previsão de lançamento para dezembro do mesmo ano. Hoje, apresenta programas de entretenimento na Rádio Pop Rock Bagé e assina o blog ''Imortal Acima de Tudo'', de crônicas esportivas, na ESPN Brasil.


SinopseFarris Knox é um escritor que está prestes a lançar seu primeiro livro e vive a expectativa do sucesso. Ele publica a obra na maior editora do país, mas o sucesso demora a vir, fazendo com que Knox adiasse seu sonho de abandonar seu emprego em uma fábrica de sabão para dedicar-se inteiramente à literatura. Com um golpe de sorte, um executivo lê sua obra e o indica a um amigo crítico. Após ser criticado em um dos maiores jornais do país, o tão esperado sucesso chega e o livro torna-se best seller.
Mas mesmo com o sucesso, Farris Knox vê sua vida sem propósito e começa a buscar respostas para algumas questões básicas de sua vida. É nesse momento que ele vê e conversa com seis de seus ídolos: George Orwell, Charles Bukowski, Ernest Hemingway, Francis Scott Fitzgerald, Edgar Alan Poe e José Saramago.
No meio de sua busca por algo mais na vida e em meia a uma tormenta que põe em cheque sua sanidade, ele acaba por envolver-se com uma jovem advogada, filha de seu editor, o que traz à tona problemas do passado sobre um relacionamento frustrado, tema base de seu livro. Não conseguindo mais escrever uma só linha e buscando apenas a felicidade e uma vida mais simples, Knox se vê envolto em um estratagema das pessoas que mais confia, pondo sua instável mente em choque e sua vida em risco.

Para saber mais e entrar em contato com o autor, acesse o site: www.fernandorisch.com.br

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

#Crônica07 - Esqueci


Quem nunca vivenciou isso? Você vai contar algo para alguém, uma fofoca talvez, e, simplesmente, esquece. Some. Evapora. Estava ali, na ponta da língua, e ou o vento ou Deus ou o diabo levou. Que troço!
“Bell”, falei. “Tô com dois temas para crônicas.” Falei o primeiro de boa. Mas o segundo tema... bom, o segundo tema é o título dessa.
“E o outro?”, ela perguntou. Pensei por meia hora. Nada. O tema não voltou. “Alê...?”, ela já chamava no aplicativo de bate-papo.
“Esqueci.”
Essa não é a primeira vez. Claro, uma vez ou outra a gente esquece de qualquer besteirinha, do dia a dia mesmo. Coisa pouca. Mas, desde que assisti Para Sempre Alice, esses lapsos de falta de memória me fizeram sentir como a própria Alice, interpretada por Julianne Moore, que começou esquecendo de coisas corriqueiras e, depois de um tempo, já esquecia até quem eram seus filhos. Triste.
Então peguei-me pensando: “e se eu começasse a esquecer o que tenho que escrever, que nem aconteceu hoje?”
E se eu esquecesse os trabalhos da faculdade, ou até mesmo a faculdade? E tudo que aprendi lá? E se eu esquecesse o espanhol? Se eu esquecesse meus livros, meus poemas, minhas músicas? Caramba, se eu esquecesse como se toca violão?!
Se eu começar a esquecer dos amigos ─ coisa que já acontece automaticamente e aí é que é com qualquer um mesmo. Se eu começar a esquecer da família ─ olha, tem parente que é bom esquecer mesmo. Se eu começar a esquecer dos relacionamentos passados ─ isso já seria ótimo. Se tudo sumir da minha mente, como o simples assunto de uma conversa meio nada a ver, será que eu vou ter a chance de reconstruir memórias? Assim, eu me vejo pensando assim, sabe? O que é e não é preocupante. Sei lá.
Depois de um tempo, é perceptível que isso é só paranoia. São devaneios necessários para testar a própria atenção, a própria memória. Sim. Você se pega fazendo de tudo para não esquecer algo. Está prestes a sair de casa, e revista a própria mochila e os bolsos da calça em busca de objetos que pudessem ser esquecidos: celular, chaves, moedas etc. Esses exercícios se tornam tão comuns que acabam virando mecânicos. Quando você para pra pensar nessas coisas, acaba percebendo que era mesmo paranoia, que você estava tão desesperado por não perder a memória que criou seus próprios meios de se livrar do esquecimento.
Tanto que, escrevendo essa crônica, percebi que também era um meio de refrescar a memória de algo, e acabei lembrando o tema daquela que havia esquecido.

Quarta Crônica – O Retorno


A coluna “faleceu” no dia 16 de setembro. Projetos são assim: nunca se sabe se os vai continuar, nunca se sabe se os vai interromper. Nunca se sabe se uma interrupção assim é temporária ou permanente. Nunca se sabe quando, de uma hora para outra, a inspiração vai embora e leva todas suas expectativas de prosseguir com esses objetivos. Nascem outras ideias, mas nenhuma se encaixa ao que você quer, o que não quer dizer que não pode se tornar o que você quer. Mas foi graças a passos e mais passos por caminhos escuros que eu voltei a ser o cronista que havia começado a ser. E ainda percebi que a “4ª Crônica” deve ter mais do que só textos meus.
Deixei 6 crônicas antes de parar. 6 textos com um pouco de morte e tensão. Gosto disso. Mas estou voltando com algumas verdades, alguns ditos distintos, alguns diferenciais. A coluna, assim como a fênix, renascerá das cinzas hoje!
Quer fazer parte da 4ª Crônica? É simples. Envie, além do documento em Word contendo sua crônica, seu nome, idade, cidade e estado onde mora e profissão, para o email: vidadeescritor@hotmail.com. Será um prazer ter você em uma de nossas quartas-feiras.
Mais tarde já tem crônica nova no blog. Esperamos que gostem.
Alexandre de Almeida
|autor de Magos da Música e autor do blog

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

#review13 - "O Nono e a Raposa Mestiça", de Anderson Martins Moura

Especial garoto

Sinopse: Júbilo, um povoado protegido e invisível aos olhos da humanidade. Onde a paz reinava, até que um dia encontrou-se maldade e ganancia no coração de um dos guardiões. Mateus toma posição e recruta oito jovens ...
... Artur sempre viveu com seus pais na terra, uma família normal aparentemente. Mas tudo muda quando descobre quem realmente é.
Embarque nessa história e junto de Artur desvenda os mistérios deste mundo oculto.
Você não é filho dos seus pais. O que vai fazer? Você não é do mundo que os humanos veem. O que vai fazer? No seu verdadeiro mundo, você tem um propósito. O que vai fazer? O Nono e a Raposa Mestiça, de Anderson Martins Moura, responde a todas essas perguntas através de uma única pessoa: Artur Lins.
Uma história rápida; um conto breve. 88 páginas da impressionante vida de um garoto de 17 anos que foi transportado da verdade em que vivia para a inesperada verdade de onde realmente saíra. Artur descobre que é adotado e levado para Júbilo, um vilarejo na Terra, mas em outra dimensão. Tudo lá é humano, animal e vegetal ─ a não ser pelos detalhes mágicos.
“Resgatado” por Nildo, o garoto é transportado para Júbilo em um fusquinha verde-abacate sem volante e, depois de um tempo, descobre ser alguém tão importante quanto imaginava. Birrento e quase incompreensível, ele tem de enfrentar a si mesmo para que possa enfrentar os conflitos que o aguardam e proteger Júbilo e o mundo inteiro de um homem que quer dominá-los.
Onde a raposa entra na história? Então... Há 9 jovens escolhidos para serem guardiões. A esses jovens são apresentadas 9 raposinhas mágicas, de cores e tamanhos diferentes, e elas é que escolhem a quem pertencerão. Porém, a de Artur demora a aparecer, causando um tremendo alvoroço na cabeça do garoto. Mas, no decorrer da leitura, os motivos para essa demora vão surgindo e as peças se encaixando.
O livro trabalha o controle que se deve ter diante da verdade. Até por que, não é toda verdade que é confortável de se descobrir, de se aceitar. Com Artur não é diferente. Por isso percebe-se sua incompreensão em certas partes da história.
A diagramação e o trabalho gráfico do livro são bem feitos e, por ser uma obra curta, introduz o leitor a mais e mais histórias que virão em seguida. Anderson nos apresenta uma fantasia real, nada além do não entendimento de muitas coisas do mundo do ponto de vista de um adolescente quase na maior idade.


Autor: Anderson Martins Moura nasceu em 1992, em Fortaleza, Ceará. Atualmente segue carreira como militar. Hoje, com seus 22 anos de idade, conclui seu primeiro trabalho literário. Seguro de dar sequência a sua nova carreira como escritor, já está escrevendo a continuação d’O Nono.

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

#review12 - "A Arma Escarlate", de Renata Ventura

Bruxos brasileiros


Sinopse: O ano é 1997. Em meio a um intenso tiroteio, durante uma das épocas mais sangrentas da favela Santa Marta, no Rio de Janeiro, um menino de 13 anos descobre que é bruxo. Jurado de morte pelos chefes do tráfico, Hugo foge com apenas um objetivo em mente: aprender magia o suficiente para voltar e enfrentar o bandido que está ameaçando sua família. Neste processo de aprendizado, no entanto, ele pode acabar por descobrir o quanto de bandido há dentro dele mesmo.
Sabe quando o livro é muito bom, maravilhosamente incrível, a ponto de te deixar quase sem palavras para falar sobre ele? Sim, este é o livro. A Arma Escarlate me deixou quase sem palavras, pode ter certeza. Mas vou as poucas que me restaram: com certeza, J. K. Rowling ficaria de queixo caído se lesse a história do garoto Hugo, o morador de uma favela do Rio de Janeiro que virou uma escola inteira de bruxos de cabeça para baixo.

Renata Ventura, uma moça muito simpática que tive o prazer de conhecer no ano passado (2014), na Bienal do Livro do Ceará, em Fortaleza, teve a ousadia de apostar em algo original baseado no que já existia e, fazendo isso, conseguiu resultados inimagináveis. Sim, seu primeiro livro tem muito a ver com Harry Potter, o bruxinho inglês que o mundo inteiro ama, o que não quer dizer que seja uma cópia barata daquela história. Não é.
Hugo, o protagonista, é filho de uma azêmola ─ não-bruxa ─, tem 13 anos e mora em uma favela. Mas, graças a um ataque policial, ele descobre que é bruxo e que deve ir para uma escola de bruxaria que fica dentro do Corcovado.
A história se torna ainda mais surpreendente a partir do momento em que descobrimos os Pixies, os Anjos e muitos outros personagens e criaturas de extrema influência e importância na vida do personagem principal.
Dividido em duas partes, A Arma Escarlate é uma Fantasia cheia de suspense, gírias e sotaques de vários estados brasileiros ─ visto que Korkovado é a escola da região Sudeste ─, feitiços em dialetos que poucos brasileiros conhecem e histórias de culturas que tem tudo a ver com o Brasil. Um livro que, por experiência própria, é capaz de fazer você, leitor, passar noites em claro, sentir medo de estar sozinho em determinados lugares (como seu quarto, no escuro, às duas da manhã). Não é um livro de terror, mas o suspense é tanto que, incrivelmente, consegui terminar o livro em menos de duas semanas. Pasme.
No mais, o que a Renata nos propõe, principalmente com a segunda parte do livro, é que vejamos ainda mais a realidade em que vivemos, não só no Brasil, mas no mundo inteiro, por ser a parte em que é retratado o tráfico de drogas, os efeitos que a cocaína causa, tanto em seus usuários como em seus traficantes, e as diversas formas pelas quais ela pode destruir sua vida e a de quem você gosta. Outra reflexão é de que você deve ser mais aberto a opiniões e amizades e não agredir os animais. E, claro, há muito de realidade em uma ficção do que realmente achamos que há no mundo real; isso você só vai descobrir se ler o livro.
Ah, e já tem continuação, viu? Na verdade, A Arma Escarlate foi lançado em 2012, pela editora Novo Século, teve sua continuação, A Comissão Chapeleira, lançada em 2014 e a autora já está trabalhando em um terceiro livro para essa série que promete ser uma das melhores que a literatura fantástica nacional já conheceu. Até lá, os leitores ficam na expectativa, se divertindo com os personagens em conversas animadas, enquanto esperam cada nova fase da história.




Autora: Leitora voraz desde a infância, Renata Pacheco Ventura sempre quis ser escritora. Nascida no Rio de Janeiro, em 1985, trabalhou por três anos fazendo pesquisa e roteiro para cinema documentário antes de decidir se dedicar exclusivamente a seu primeiro livro. Nesse meio tempo, implementou uma forma de interação com seus leitores, em que eles podem conversar virtualmente com alguns dos personagens do livro através de redes sociais; fazendo-lhes perguntas, batendo um papo descompromissado ou até mesmo tentando descobrir segredos da trama do livro.
Seu objetivo como escritora é contar histórias que divirtam e, ao mesmo tempo, façam o leitor refletir sobre si mesmo e sobre o mundo à sua volta...

Comentário de escritor: 
“Renata Ventura concede sua marca de originalidade criando um particular universo com elementos que já conhecemos, dando provas de que isso é mais do que criatividade. É criatividade com bom senso e uso de uma ousada elaboração. Autora engenhosa!” – Humberto Efieli
Livro: A Arma Escarlate
Autora: Renata Ventura
Texto: Alexandre de Almeida
Fotos: Humberto Efieli
Fonte: Skoob




terça-feira, 27 de outubro de 2015

E escritor não pode errar?


Com certeza alguém já escreveu sobre isso, mas sempre vale ressaltar. Aliás, qualquer assunto merece qualquer ressalva básica, e essa é uma delas. Sem mais delongas.
Simplesmente cansei, CANSEI, de ouvir as pessoas me dizerem “ai, tu é escritor, vai se dar bem na prova de Português” ou “nossa, tu errou? Tu não pode errar. Tu é escritor!”. Amigos, colegas e pessoas que nem conheço direito: DESENCANEM. Eu escrevo sobre criaturas mágicas e não-mágicas, humanos e não-humanos, vivos e não-vivos, mas isso não me torna nenhum desses seres; não é por que tenho a criatividade ─ que qualquer um tem, basta abandonar a preguiça de pensar ─ de criar uma história que eu sou obrigado a saber, de cor e salteado, Gramática, Ortografia e o diabo a quatro. Sou humano; uma pessoa comum, como qualquer outra.
Não tenho a obrigação de saber exatamente onde cada vírgula, ponto, acento, hífen, parênteses ou aspas devem estar. Se eu errar, tudo bem; é algo que se conserta. Mas o leitor vê isso? Com essa sociedade “crítica” em que vivemos, é meio difícil afirmar tal coisa... Eu sou leitor, e admito que tenho meu incontrolável fascínio por livros nacionais ─ talvez por entender bem que nós, autores, portamos o entendimento do que cada um realmente vive. Admito, também, que já li livros nacionais apontando erros de maneira espalhafatosa. “Essa vírgula não deveria estar aqui”, eu dizia, às vezes em voz um pouco alta demais. “Jesus Amado, que que é isso? A personagem mudou de nome no meio do livro?!”
É... Só se sente o quanto dói ter o dedo na ferida quando a ferida é em você.
Leitores já me apontaram erros no que escrevo, e, confesso, no começo eu até me entristecia. Mas nunca me deixei esmorecer. Estou errando? Beleza. Vamos ver aonde e dar um jeito nisso rapidinho. Nada que um pouco mais de estudo e leitura não ajude. Não é feio, não é anti-ético, não é constrangedor ─ não deve ser ─, para o autor, saber que ele cometeu alguns deslizes em seu texto. Na verdade, acho até bom quando os leitores encontram esses errinhos: é sinal de que eles estão realmente envolvidos na leitura. E isso nunca será algo ruim.
Agora, os leitores também devem saber comentar. Escritores são humanos, mas são tão sensíveis quanto vocês, que choram a morte de um personagem querido, que temem o fim da sua saga tão amada. Nós sabemos que erramos, temos consciência disso, e não precisamos que ninguém diga isso com um dedo apontado para nossas caras, meio quilo de palavrões esdrúxulos e/ou quatro pedras não mão que acabamos com toda a concordância do texto em uma única frase ou com ─ talvez sem ─ uma única vírgula. Leve em consideração que escrever com sono, numa madrugada gélida e insone, tem suas consequências, e que, às vezes, nos fogem alguns trechos à revisão. Além do que, se nos veem tão superiores assim, de onde arranjam toda essa pompa e coragem de vir falar horrores de nós mesmos nas nossas caras? Pelas costas ainda chega a ser menos doloroso.
O único orgulho que trago, sinceramente, é de ser um escritor brasileiro. Não me importo se não me conhecem, não me importo se tem gente que não gosta do que eu escrevo; me importa que alguém goste e que converse comigo sobre minhas histórias, expresse suas opiniões, da maneira mais inteligente e sensata, sem uma gota e arrogância. Isso é que faz a boa relação leitor-autor: diálogo simples e plausível.  Na verdade, é o que faz a boa relação pessoa-pessoa, que é o que realmente deve acontecer.

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

#review11 - "Fim", de Fernanda Torres

O fim do Fim

Sinopse: "O público brasileiro acostumou-se a ver Fernanda Torres no cinema, no teatro ou na televisão .Com 'Fim', seu primeiro romance, ela consolida sua transição para o universo das letras. O livro focaliza a história de um grupo de cinco amigos cariocas. Eles rememoram as passagens marcantes de suas vidas - festas, casamentos, separações, manias, inibições, arrependimentos. Álvaro vive sozinho, passa o tempo de médico em médico e não suporta a ex-mulher. Sílvio é um junkie que não larga os excessos de droga e sexo nem na velhice. Ribeiro é um rato de praia atlético que ganhou sobrevida sexual com o Viagra. Neto é o careta da turma, marido fiel até os últimos dias. E Ciro, o Don Juan invejado por todos - mas o primeiro a morrer, abatido por um câncer. São figuras muito diferentes, mas que partilham não apenas o fato de estar no extremo da vida, como também a limitação de horizontes. Sucesso na carreira, realização pessoal e serenidade estão fora de questão - ninguém parece ser capaz de colher, no fim das contas, mais do que um inventário de frustrações. Ao redor deles pairam mulheres neuróticas, amargas, sedutoras, desencanadas, descartadas, conformadas. Paira também um padre em crise com a própria vocação e um séquito de tipos cariocas. Há graça, sexo, sol e praia nas páginas de 'Fim'. Mas elas também são cheias de resignação e cobertas por uma tinta de melancolia."
Há um certo impacto quando se descobre que uma atriz escreveu um livro. Impacto maior quando você adquire esse livro. E impacto maior ainda quando você esse livro. Logo, é perceptível que a literatura nacional ganhou novas raízes, levando o bom leitor a descobrir que até quem interpreta tão bem um personagem é capaz de criar outros ainda melhores.
O tal livro é da Fernanda Torres. Sim, ela mesma. Atriz e escritora, tem um misto de artes no sangue que a transformou em um ícone também, agora, da literatura. O pai escritor e a mãe também atriz fizeram de Fernanda uma pensadora exemplar dos tempos atuais, uma filósofa de vidas verídicas impressas em papel amarelado.
Em Fim, publicado pela Companhia das Letras em 2013, ela nos transporta ao Rio de Janeiro dos séculos XX e XXI, às aventuras mais loucas de cinco amigos e à morte de cada um deles, bem como de outras pessoas próximas. Um romance crônico, regado a ironias e palavrões, distribuídos em uma linguagem culta e deliberada no decorrer do texto. Jargões, termos técnicos, referências artísticas. No Fim há tudo.
Narrado em primeira pessoa, sendo que cada capítulo ganha um narrador diferente, o livro constrói um verdadeiro ninho de informações na cabeça do leitor, que, se não estiver atento, cai em desgraça logo no começo. São cinco amigos ─ Álvaro, Neto, Ciro, Sílvio e Ribeiro ─, que contam, cada um, suas histórias e um pouco da dos outros quatro, devagarzinho, detalhe por detalhe, de cada loucura que viveram até as próprias mortes.
Como a autora e os personagens são, basicamente, um só, as opiniões se chocam. Há momentos na leitura em que você não sabe se aquilo é o que a autora pensa ou se é o que um dos amigos pensa. Há machismo, há feminismo, há homofobia e há eutanásia. Há conflitos pessoais e sociais. Há traições e há fatos tão bem elaborados que parecem até mesmo reais.
Saúde frágil ou inexistente, acidentes, drogas, cansaço, até mesmo amor... Vários motivos levaram os cinco amigos ao verdadeiro fim de que se trata o livro.
De fato, eu tenho uma conexão com a morte que me deixa inspirado. E o modo como Fernanda aborda cada óbito é deveras impressionante ─ pelo menos pra mim. Fim deixou sequelas significantes para o leitor aqui, e, garanto, se você ler, e ficar realmente atento, verá que o livro pode, em determinados momentos, deixar você, como dizemos por aqui, “aguniado”.



Autora: Fernanda Torres nasceu no Rio de Janeiro, em 1965. Há 35 anos mantém uma carreira de sucesso no teatro, no cinema e na televisão. É colunista da Folha de S. Paulo, da Veja Rio e colaboradora da piauí.

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Um encontro mágico em Aracoiaba - CE


Aracoiaba, no interior do Ceará, recebeu, nesta quarta-feira (07), o I Encontro de Leitores do Maciço de Baurité, o primeiro de muitos eventos literários que ficarão para a história da cidade.
Na ocasião, estavam presentes os escritores da ACeJE – Academia Cearense de Jovens Escritores, Alexandre de Almeida (eu), Manoel Oliveira e Jairo Sarfati, além de Alexandre Reis e Edgar Nogueira Lima, que são escritores de Fortaleza, e Ana Maria Nascimento e Rose Aracoiaba, filhas do município que recebeu o evento.
Sabe aquela sensação de estar em casa? Então, foi precisamente isso que senti, ali, durante toda a manhã com essas pessoas lindas e cheias de vontade de conhecer o novo, o até então pouco propagado. Sim, Aracoiaba, a literatura nacional, mais precisamente cearense, precisa muito de você!
À Rita Ferreira, diretora da E. E. E. P. Salomão Alves Moura, e à Ketna Gomes, educadora do Centro de Múltimeios da escola, que fizeram o convite à ACeJE e aos nossos parceiros escritores, um agradecimento especial, pois realizar um evento desse porte não é fácil, e vocês cumpriram perfeitamente essa missão que, todos esperamos, seja se propague e multiplique ano que vem.
Foi muito bom também, claro, conhecer novos autores, fazer novos amigos, apreciar novos trabalhos. Na verdade, isso tudo é sempre bom. Adquirir experiências, visitar lugares e aprender, ainda mais, a viver no mundo. Afinal, para escrever uma nova história, é fundamental conhecer outras.