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sábado, 12 de dezembro de 2015

#SemanaPoetiza01 - Semana Poetiza e os rabiscos de um menino

Semana passada foi inteiramente dedicada a um novo projeto do blog, a Semana Poetiza. Explicando: durante 5 dias, postamos poemas nas nossas redes sociais (Facebook, Instagram e Twitter) de autores do nosso acervo, de modo a favorecer tanto nós como eles. Não é uma única semana no ano; toda semana, de segunda a sexta, será dedicada a um livro de um autor de poesia diferente. As postagens da tag são distribuídas entre as postagens diárias dos nossos perfis. E o livro que escolhemos, Fica Mais Fácil Chegar Ao Céu Sendo Uma Criança (2014), do Alexandre Reis, encantou os leitores durante os cinco dias da primeira execução do projeto.
Os versos coloridos do escritor, que trazem mensagens divertidas, carinhosas, românticas e, sobretudo, reflexivas, encantam o leitor de maneira delicada. E esse é um dos principais objetivos do projeto.
A cada semana, homenagear um poeta diferente mostra o que há de melhor em cada um, de modo que os leitores conheçam um pouco mais aqueles que fazem a nova e a antiga poesias. O autor também se sente privilegiado quando seu trabalho é reconhecido e divulgado dessa forma, pois só quem escreve sabe o quão gratificante é saber que sua obra está sendo valorizada por outros públicos.
Vamos começar com autores cearenses, que estão mais próximos a nós e que, em muitos casos, não têm o mesmo reconhecimento que autores de outros estados. Mas, em breve, mostraremos poesia de outros lugares, formas e sentimentos. Todos os dias, durante toda a semana, todas as semanas, você tem um pedaço de vida nas redes sociais do nosso blog. E, ao final de cada obra, haverá um resenha esperando no sábado à noite. Basta nos seguir nas redes sociais. Estaremos sempre lá!

Não viu as fotos dessa semana? Aqui estão elas!








segunda-feira, 3 de agosto de 2015

#review08 - "Pó de Lua - para diminuir a gravidade das coisas", de Clarice Freire

Converse com a lua

Sinopse - Em 2011, discretamente, a publicitária Clarice Freire criou no Facebook uma página para reunir seus escritos e desenhos. Batizou-a como 'Pó de Lua', sua receita infalível 'para tirar a gravidade das coisas'. Desde então, ela vem conquistando uma legião de fãs fiéis e engajados, que se encantaram com a delicadeza de seus pensamentos, seu humor sutil e o traço despretensioso, que combina desenho e até fragmentos de palavras. Entre eles, estão personalidades como a atriz Grazi Massafera e a apresentadora Ticiane Pinheiro. Da internet para as páginas de um livro, foi mais um salto para a jovem autora recifense. Ela surpreende seus admiradores com uma proposta diferente. Pó de lua, o livro, tem o formato de um dos cadernos moleskine em que Clarice exercita sua criatividade. Inspirada pelas quatro fases da lua - minguante, nova, crescente e cheia - ela trata em frases concisas e certeiras de sentimentos como a saudade, o medo, a paixão e a alegria, sempre em sua caligrafia característica, ilustradas com muitos desenhos.
Todo mundo já teve algum momento da vida em que olhou para a lua e disse: “Queria ser leve que nem você, que está sempre a ver a Terra e refletir o Sol, flutuando na gravidade inexistente do espaço”. O.k., sei que é meio louco da minha parte afirmar isso, mas você já conversou com a lua, mesmo que por pensamento, que eu sei. Não preciso ser médium para isso. E garanto: depois desse livro, tudo vai ficar mais leve, mais sutil, e você pode até ver a lua sorrir de vez em quando.
Clarice é pernambucana, lá de Recife. Toda poesia, ela começou a postar seus desenhos escritos e palavras desenhadas em seu blog, que carrega o mesmo título do livro, e, compartilhando nas redes sociais, conseguiu um acesso ainda maior, extremamente poderoso, pode-se dizer, de tantos leitores que Pó de Lua – para diminuir a gravidadedas coisas virou um livro.
Publicado pela editora Intrínseca em 2014, os rabiscos vivos de Clarice ganharam o Brasil numa viagem mágica pela mente das pessoas, bem mais do que só nas redes sociais. Afinal, que leitor não gosta de ter um livro à mão?
Confesso que, quando peguei o livro, minha mãe disse: “tu não tem vergonha de ler isso? Tu acaba isso em um dia!”. Bom, foram dois dias, mas nunca me senti tão bem depois de um livro. Outra confissão: em mim, Pó de Lua teve um efeito mais relaxante que os livros de colorir. Não que eles não sejam bons, legais, lindos e fofos, mas ver as cores e os amores desse livro superam, na minha opinião, qualquer coisa que esteja por ser colorida.
E isso explica aquele comentário anterior: conversar com a lua não faz mal algum. Acho que, para quem gosta de viajar para o mundo dos sonhos de vez em quando, como eu, trocar uma ideia com o espelho do sol aqui e acolá faz um bem danado!
Para quem gosta de poesia desenhada, superindico Pó de Lua. Para quem não gosta, bom... Até a próxima resenha pessoal!

Autora - Publicitária, compositora e autora são só alguns dos atributos dessa Pernambucana nascida em 1988, que alcançou rapidamente o sucesso e conquistou mais de um milhão de fãs no Facebook. Desde muito cedo aprendeu a usar as palavras para acalmar suas inquietações e cresceu admirando os desenhos em lápis de cor da mãe, Lúcia, e os versos do pai, Wilson. Uma noite, ouviu falar que a lua era bela porque, mesmo sendo só areia, deixava refletir a luz de outro, e por isso as noites não são escuras. Daí veio a inspiração para o nome de seu blog, Pó de Lua. Hoje, com um livro publicado e uma coluna no blog da Intrínseca, Clarice está só começando a diminuir a gravidade das coisas e aumentar a poesia nos corações de milhares de leitores.